5 de dezembro de 2016

A insatisfação de um corpo - por Raquel Queiroz


Hello, meus amores!! <3
Há um tempo queria compartilhar com vocês alguns temas que rolam em nosso processo de emagrecimento e aceitação do corpo, com embasamentos científicos. Eis que a partir de hoje teremos semanalmente um texto da Psicóloga Raquel Queiroz aqui no Blog, com os temas mais solicitados por vocês, seja por email ou enquete que possamos abrir. Hoje, vamos abrir com um dos temas mais questionados no meu direct: A insatisfação de um corpo. 

Por Raquel Queiroz:
A partir da Revolução Industrial – e surgimento do capitalismo – o acesso a diversos produtos e de todos os lugares do mundo se tornou muito mais fácil. Com os alimentos não foi diferente – houve uma produção e oferta em larga escala – gerando uma diminuição nos preços, bem como maior disponibilidade. Essa acessibilidade é encontrada hoje em todas as áreas da nossa vida: notícias, alimentação, objetos, diagnósticos...
 Nesse contexto, cada vez mais, observamos um mundo permeado pelo imediatismo. O corpo e a constante busca do sujeito pela sua perfeição não fogem dessa rapidez. Se de um lado, encontramos um mundo gastronômico baseado nos fast foods; de outro, encontramos o enaltecimento da mídia por corpos magros – em detrimento do corpo saudável. No entanto, tal enaltecimento não vem sem consequências.
De acordo com Gabbart (1998), “a anorexia e a bulimia parecem ser transtornos de nossos tempos. A mídia eletrônica bombardeia o público com imagens de mulheres esbeltas que estão com tudo” (p. 247) – esse glamour parece repercutir no narcisismo dessas pacientes.
Os sintomas alimentares, que podem se expressar através desses distúrbios alimentares, podem ser considerados formas concretas de expressar ansiedades e conflitos que não foram elaborados. Assim, a compulsão para comer diz respeito a uma necessidade psíquica do sujeito para abrandar o vazio, na tentativa de afastar as angústias impensáveis.
Nesse sentido, a Psicanálise visa compreender esses sintomas e essas angústias primitivas “que sombreiam o cenário desses distúrbios e que estão intimamente relacionadas aos primeiros momentos do desenvolvimento da vida” (MIRANDA, 2015) psíquica do sujeito.

Referências

GABBARD, G. O. Psiquiatria psicodinâmica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

GONZAGA, Ana Paula; WEINBERG, Cybelle. Transtornos alimentares: uma questão cultural?. Rev. latinoam. psicopatol. fundam.,  São Paulo ,  v. 8, n. 1, p. 30-39,  Mar.  2005

MIRANDA, M. Transtornos alimentares: uma visão psicanalítica. Revista Pré-Univesp. Alimentação. N.49. Agosto de 2015.


Raquel de Queiroz é psicóloga e mestre em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade Católica de Pernambuco.

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Raquel Queiroz - Atendimento no Espaço Clínico em Boa Viagem
Fone: 81. 996992188

Um comentário:

  1. Parabéns pelo trabalho que você faz Dani! É ótimo poder ajudar as pessoas a se sentirem mais felizes com a conquista de um corpo desejado e com saúde. Abraço.

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